Na procura por palavras

         É engraçado, mas é verdade, quantos amigos se têm na realidade? Em quantos se pode realmente confiar, amar e respeitar?

                Amigos verdadeiros se contam nos dedos e o mais engraçado é que ainda sobram. Dedos que ficam na espera por algum nome, de alguém que possa ser chamado de amigo de verdade. No meu caso sobram dedos…

                Esse texto não é uma de minhas outras histórias, ou meus textos de auto-ajuda, conscientização ou coisa parecida, esse texto é um relato sobre a minha vida, sobre um dos motivos que mais me deixam triste. Este texto fala de amizade e como ela pode ser tão frustrante.

                Amigos para sempre. Quantas vezes já se escutou isso? Com pessoas totalmente diferentes, com atitudes diferentes e posturas também, te deixaram na esperança de ter um amigo para sempre? No meu caso eu já escutei isso, digamos milhares de vezes, cada um de uma forma inovadora. Uns se esquecem de mim, outros simulam uma briga, outros simplesmente estavam por interesse e quanto percebem que não há nada para sugar da pessoa com quem está, somem, sem dar aviso prévio de volta. E você fica na expectativa da volta ou na pergunta de quem errou.

                Poucos são os que se preocupam com você. Poucos são aqueles que vão à sua casa sem avisar, chamam sua mãe de tia, abrem a geladeira sem pedir, trazem traquinas e um bom filme de terror para a sua casa. Perguntam cadê a piscina em um dia de calor insuportável. Poucos são aqueles que deitam na cama do seu quarto e ficam rindo das suas Barbie’s na prateleira e ficam dando cambalhotas na mesma. Poucos são os que te dizem minha coluna também é torta e levantam a blusa, fazendo um gesto de companheirismo, levantando a sua também para ver seu lindo aparelho. Quase não existem amigos que concordam quando a sua mãe não deixa você sair pra algum lugar que foi chamado e depois de uma hora, aparecem em seu portão dizendo que já que você não vai ao ponto mix, o ponto mix vem até você e ficam horas conversando coisas sem lógica alguma. Esses sim te amam, esses te respeitam, esses – infelizmente – não existem.

                Seria tão bom poder ter amigos assim, alguém em quem confiar tirando seus pais e sua família. Amigos verdadeiros, diferentes de amigos de verdade. Amigos de verdade existem, mas verdadeiros não. Um dia – ah um dia – eu ainda vou poder apresentar para a minha mãe pelo menos dois amigos verdadeiros, aqueles que vão fazer tudo que mencionei acima e que ainda não senti. Amigos para chamar de meus. Amigos para sempre e não por apenas um instante. Amigos. Meus amigos.

                Contudo, em 2010 terei se Deus quiser este prazer, de ser digna de ter esses amigos que tanto quero.

                Eu lhes disse que este texto não era de auto-ajuda pra vocês.

Beijinhos,          mari cassiano!

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