Efeito Colateral

            Já perceberam como avaliações bimestrais deixam qualquer um maluco? Pior que elas, só as avaliações finais, essas são lembradas como “a forca” e causam – na maioria das vezes – efeitos colaterais, entres eles podemos citar as unhas roídas de uma menina que nunca teve unha grande e estava vendo como era a sensação, alunos gaguejando, estudando pela primeira vez naquele bimestre, perguntando para a aluna nerd ao seu lado, explorando novos meios de cola no horário da prova, tentando dar uma espiadinha de leve na prova do professor, entre outros efeitos.

            Um terrorzinho básico antes de alguma avaliação, eu adoro – sei lá – eles te dão mais vigor. Mas numa coisa nós temos que concordar, na hora da prova – sim, na hora da prova – é o único momento em que todos fazem a mesma coisa, pelo menos na minha turma, fecham a boca e abrem o livro, tudo no mesmo tempo. E é neste momento em que não importa se você sabe ou não logaritmo, você terá que fazer.

            Também é engraçado dizer que existem alunos sensitivos na hora das avaliações, aqueles que parecem que prevêem o que os professores vão pedir na prova e na maioria das vezes só estudam “aquilo” e fazem a prova só sabendo “aquilo” e “aquilo” é justamente o que vale mais ponto na prova. Estes alunos também podem ser chamados de safos, aqueles que sabem e não sabem ao mesmo tempo. No português acadêmico estes são chamados de alunos medianos, uns burros inteligentes. São chamados assim porque não se impõe em parte nenhuma na vida, mas no momento da avaliação final se mostram confiantes e preparados, com uma preparação que não sei de onde tiram, mas que os é muito útil quando precisam.

            No final percebemos que os melhores não são aqueles que estudam até morrerem e sim aqueles “caras” sujeitos a qualquer coisa, que vão com a cara e a coragem, que já que não tem nada a perder – já que pouco sabem – apostam tudo em seus métodos quase-infaliveis e em suas musicas idealizadas na hora de marcar no cartão resposta, são estes que serão mais pacientes, agiram por lógica e não pelo o que estava escrito no livro e serão críticos ao escreverem uma redação.

            Contudo, esta é a única forma. Não há mais o que esperar. Ou você consegue ou não. E no final – somente no final – você percebe que você só colhe o que pode comer, nunca mais, nunca menos. Tudo o que é seu, está guardado. Faça por merecer e seja feliz.

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