Depois de duas, qualquer coisa

            Vamos contar uma história, sobre duas mulheres, duas guerreiras, duas amigas, duas irmãs, que não são diferentes das outras amigas do mundo, nem das outras irmãs, elas simplesmente são o motivo pelo qual escrevo.

            Primeiramente vamos a explicar o título: “depois de duas, qualquer coisa”. Acredito que seja fácil o entendimento dele, mas explicarei mesmo assim. O título faz referência a exatamente estas duas pessoas, que tanto faz as qualidades que imponham a elas, contanto que estejam unidas pela palavra “duas”. Duas porque em nenhum momento da vida se separarão, nem mesmo depois dela. Estarão sempre juntas, unidas e presas em uma mágica e inexplicável atração. São apenas duas mulheres, tentando viver a vida de uma forma inimaginável e absolutamente incrível e o melhor de tudo: são reais.

            Gostam de ser o que são e de fazer como fazem. Correm riscos, ultrapassam limites, amam e são amadas. Enlouquecem as vezes, contudo estão prontas a assumir a qualquer momento suas posturas sérias e relevantes, mas quando estão somente as duas, uma de frente para a outra, contam piadas, falam de homens, brincam de tudo e falam de tudo. E quando uma precisa da outra, esta põe sua roupa de heroína – que não é igual a nenhuma roupa de heroína, é mais especial – e lá vai salvar aquela pressa fácil.

            Elas também passam por dificuldades, por mais que se diga que não. Por mais que não assumam, nem revelem, muito menos comentem. Elas passam por problemas, como outras também passam. Contudo, nada que uma conversa não resolva e se esta não for de ajuda, nada que o tempo não cure. Elas se amam de verdade. Elas se respeitam, se contemplam, se unem, se movem e se admiram. Gostam das mesmas coisas, discutem pelas mesmas coisas. Todas tem sempre a razão. São duronas e inflexíveis. Caminharão de mãos dadas e não se separarão.

            E aqui estou eu, falando sobre esta cativante história de amor. Sobre esta infinita demonstração de carinho e amizade. São simples atos que comovem um autor e belas palavras que fazem meros leitores se tornarem exímios personagens. Sei que existem infinitas duplas por este mundo a fora, mas estas duas fazem minhas palavras não valerem de nada e não ter sentido nenhum. Elas ultrapassam qualquer definição e rotulação. São incríveis em suas formas simples de viver a vida. São únicas, são sinceras, antigas, românticas e egoístas. Sim egoístas, são dividem nada com mais ninguém a não ser com elas.

            E ao final de minha descrição percebo que aqui estou eu, escrevendo sobre dois serem fantásticos. E aqui estou eu a escrever sobre o motivo de tudo isto. Escrevo porque sei. Redijo por que vivi toda esta história. Eu sei de todos os seus segredos, de todas as suas histórias, de todos os seus amores, de suas vidas, de seus desafetos e desilusões. Sei de tudo, compartilho tudo. Eu sou a presa fácil, eu sou a chata, a rebelde, a companhia em dia de choro. Sou o motivo das brigas, o colo na hora mais difícil, eu sou a felicidade, a pequena… Eu sou a filha.

            Mas ela… Ah ela… Ela é a flor em pessoa, o carinho em forma de gente, a guerreira da história da minha vida, a feição verdadeira do amor, a preocupação despreocupada, a amizade a qualquer hora, o pedido de perdão, o orgulho, o medo em parte das horas, a explicação do inexplicável, o sustento do insustentável. Mas ela … Ela é a doçura do amargo, o conforto do duro, o motivo do sorriso, o final da festa, o ombro amigo, o sono profundo, a verdade inquietante, o sorriso entre aberto, a conversa nas horas difíceis e os olhos sinceros.

            Para falar a verdade ela é mais uma em um milhão, mas o que a torna diferente é o fato dela ser minha, de ser minha, só minha. O que a torna melhor que qualquer uma é o fato do ombro amigo ser meu, do colo sempre disponível e do sorriso acolhedor, me pertencer a qualquer hora do dia. O que a melhora na minha vida é que tudo que tem nela, me pertence, é meu. Ela é minha, só minha… Ela é minha mãe.

            Porque no final o mundo se resume em nós duas. Porque depois de nós duas, qualquer coisa serve. Eu te amo e será para sempre minha heroína fora da história em quadrinhos.

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2 comentários sobre “Depois de duas, qualquer coisa

  1. Vinicius disse:

    estava procurando saber se o wordpress é bom. mas aí caí no seu blog. não gosto de post comprido e não sei oq me deu pra ler esse seu post. e posso dizer? putaquepariu. Adorei! fazia tempo q não lia algo tão bem escrito. Me fez pensar sobre um monte de coisas. ou seja… excelente! Obrigado 😀 emailpara@viniciusrodrigues.com

    • gente.. K depois que li seu recado me deu uma enooorme contade de escrever, 😀 cara você nãos abe como é bom meus textos serem reconhecidos. me deixa muito feliz. por que eu escrevo minhas histoórias, mas sei que lá no fim do mundo também existe milhaaares de pessoas passando por esses problemas ou emoções. muito obrigado pelo seu recado, fico imensamenteee feliz. espero te ver mais vezes por aqui! beijos, mariana.

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