Nada de amor por hoje!

 

            Hoje eu não quero falar de amor. Hoje eu quero falar de outras coisas.  Quero tentar me encantar menos com a vida, até por que não há nada para se encantar nela. Não sei do que falar, mas tenho a plena convicção de que eu posso falar de tudo menos de amor. Somente neste texto, não me faça – caro leitor – ter que falar de um problema que não tem solução.

            Vou então falar da guerra em que o mundo se encontrar, da crise do petróleo, da falta de investimentos públicos na saúde e escolaridade ou que tal falar que há uma total falta de capacidade pública para se investir em um país? Também posso falar no caos em que o mundo se encontra, na inegável negligencia populacional e na não-contribuição da mesma sobre as questões sociais e ambientais. Posso terminar meu texto altamente não-amoroso dizendo que a culpa pelo estrago da acamada de ozônio é toda nossa, que os tremores que estão ocorrendo – em parte – são nossas culpas, ou que se fossemos mais amorosos, solidários e respeitadores nenhuma guerra aconteceria. Quer droga! Depende do amor outra vez…

            Pensando bem porque não falar sobre o crime no Brasil? Posso dizer que se houvesse mais fiscalização e mais pulso firme de nossas autoridades não haveria tanta marginalidade como existe hoje, nem tanta falta de respeito. Mas se eu puxasse para lhes contar sobre quanto desprezo existe pelas pessoas nos dias de hoje, se eu pelo menos mostrasse o quanto é chocante ver um pai violentar uma filha, ou um filho matar uma mãe. Porque eu digo então, que o mundo se tornara um homicídio visível? Daqueles em que todos vêem e ninguém – eu disse ninguém, porque você também nada faz – faz nada. Quer saber? Eu gostaria muito deste assunto e dissertaria sobre ele infinitas páginas, se não tivesse percebido nestas ultimas linhas, que o motivo principal para todo este problema, é a falta de amor das pessoas com o próximo. E como já sabem, eu não quero falar de amor.

            Se há assunto que não envolva o amor, minha teoria dizendo que o amor não tem solução cai sobre terra, pois estes problemas tem solução sim, é só ter amor. Com o amor resolvemos boa parte destes sofríveis problemas sociais e trazemos paz e consideração ao mundo.

            Tola a idéia das pessoas – e minha principalmente – em achar que o amor é meramente individualista, em pensar que somente eu não quero falar de amor, porque no fundo milhares de pessoas, todos os dias, negam o amor que as mesmas tem que sentir para com o próximo. Mas que tola fui eu em pensar que o amor é meramente aquele pelo qual eu não quero sentir, não quero falar, daquele que sofremos, choramos, mas também sorrimos. Eu posso não querer falar deste amor, mas não posso ignorá-lo em meus textos. Deixar de falar de amor, é como deixar de escrever, sou eu em cada linha desta simples ou complicadas palavras. Deixar de representar o amor e sua singela e inexplicável forma, seria ignorar a vida das pessoas, de esquecer todos e ate mesmo de mim, pois nasci devido a um grande amor, vivo porque as pessoas ainda amam e existo neste mundo porque alguém lá de Seu alto reinado me ama e ainda acredita em mim. E pensando bem, se Ele ainda acredita quem sabe eu não tenha o dom com as palavras para simplesmente falar sobre amor? Porque se eu existo é devido ao grande amor que Ele sente por mim. E no fundo, falar de amor, me parece tão mais agradável, do que o resto dos assuntos.

 

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