Mas ninguém perguntou

 

                Pensar em você já virou minha rotina preferida. Querer sua presença todos os dias perto de mim passa a ser freqüente. Ficar alucinada a cada fala, discussão, idéias, toques e sorrisos já me ocorre tão naturalmente que querer você, já é normal.

                Engraçado pensar que eu poderia ter tudo o que quero, a hora que quisesse, da forma que imaginasse, mas não. Desta forma caio na inútil tentativa de tentar entender porque sempre queremos algo que não podemos ter, ou porque que a cada dia que passa você vem se mostrando um objetivo tão distante de mim, ou porque você não esta ao meu lado, neste momento, admirando minhas escassas palavras de amor, que nada representam se você não estiver aqui. Já dizia minha mãe um dia que querer não é poder, mesmo que você queira muito, certos sonhos são apenas para ser sonhados.

                Com o tempo, venho percebendo que escrever sobre você vem se tornando cada vez mais fácil e que as palavras voam em minha mente quando redijo sobre nós, voam de tal forma que esqueço pontos, vírgulas e reticências. Minha vontade de falar sobre tudo o que vivemos e tudo o que viveremos – ou melhor, viveríamos – é tão grande que a gramática não me importa tanto, a concordância que tanto preso em meus textos sobre “o mundo” não valem de nada e que meu Português invejável, se torna chulo, contudo poético e de consonantais complicadas – como esta ultima –. Mal sabe você que trocaria todos os meus textos tão reconhecidos por nossos conhecidos para que lesse ao menos este e visse todo o amor que lhe dedico. Pediria para que lesse meu texto, pois acredito que se pedisse para ter minutos a falar dos meus sinceros sentimentos por você, fracassaria na primeira tentativa, pois sei escrever, contudo falar frente a frente olhando em seus olhos creio que tropeçaria nas palavras e você sairia sem entender o que eu disse e muito menos eu.

                Escrever me parece mais fácil, mesmo sabendo que a porcentagem do protagonista desta minha “minissérie” nunca lê-la seja muito grande. Mesmo assim não perco o dom da escrita, porque escrever sobre amor não me parece ruim, nem cruel. Por mais que digam que errar uma vez é humano, contudo errar duas seja burrice, não acredito que seja burrice persistir em escrever esses textos seja errado, se fosse até agora não me incomodou em nada, apenas me fortalece. Se estiver triste, escrevo. Feliz, também. Amando? Escrevo. Sofrendo, também.  

                Mesmo tendo plena consciência de meus textos e saber que não sou uma viciada precisando de tratamento por ser uma maníaca obsessiva pela escrita, sei que se disser que este seria o último parágrafo que falaria de amor ou que falaria de você, estaria mentindo. Não que eu não queira falar de amor, eu só gostaria de falar de amor sem falar de você. Mas de que vale prometer uma coisa para pessoas que não habitam meu pensamento e não sabem o estado devastado que você deixou meu coração? Ainda estou arrumando ele, e há muito coisa a ser dita, pensada e analisada. Amar-te, mesmo depois de tudo, ainda esta em arquivo. Mesmo assim estas pessoas que tanto tentam se intrometer no meu coração e dizer o que tenho que sentir, não sabem o vazio que ele sentira se não tiver alguém para quem escrever. Errado eu sei que é, inútil eu também sei, no final sei que única que irá sofrer com tudo isto serei eu, as pessoas sempre falam, sempre vão falar… Contudo, elas não perguntaram… Mas elas só não perguntaram se me incomoda sofrer para ter duas folhas – apenas duas folhas –, com um lindo amor declamado nelas.

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2 comentários sobre “Mas ninguém perguntou

  1. Marcus H. disse:

    poxa, amor a cada dia eu me apaixono mais pela pessoa que é, as maneiras de como ver o mundo e singularmente me ver me deixa feliza. sei que palavras não são o bastante pra descrever o que o coração sente ao falar com você . eu te quero em minha vida para sempre e mais um dia ! tee amo s2

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