Paradigma

Sou uma mudança planejada. Como um livro bem redigido, mas que não passara na revisão da editora, talvez por não possuir um grande fim, talvez por ser parecido com outras histórias.

            Uma menina-mulher que mudou consciente de sua mudança. Uma forma de ser proteger? Quem sabe. Proteger-se de algo que não possui ameaçador, mas várias ameaças, que estão insistentemente tentando puxar seu tapete.

            Observe atentamente o casulo, dele sairá uma linda borboleta. Interessante esta lei da vida. Uma lagarta simplória, cujo mais enoja a quem passa do que retira suspiros. Casada desta monótona vida desprovida de beleza e encanto, a lagarta começa a se fechar em seu casulo e de pouquinho em pouquinho ela irá sumindo para um dia – quem sabe – surpreender a todos.

            Por fim a lagarta some, se esconde, se prepara para o grande dia. Passa-se muito tempo, as pessoas se esquecem da lagarta e ela das pessoas. O que passa dentro daquele casulo, acredito que não haverá ninguém que saberá. Pensamentos em conflito. Ela está sozinha querendo ser mais que uma lagarta. Não que ela não goste de sua verdadeira aparência, mas é que na sua atual forma ela não retira das pessoas os encantos que merecesse. Não há inveja, mas é necessário. Agora.

            Até que chega o grande dia. O despertar. A lagarta sabe que não é mais uma simples lagarta, ela mudou. Mas será que mesmo assim ela conseguirá o que quer. Que esta diferente todos sabem, contudo ninguém lembrará que ela era aquela lagarta. É uma nova vida, uma nova chance.

            Sai. No começo é por bem meio estranho, ela ainda não sabe mais possui asas, que com pouco sacrifício a levarão para bem longe. Ainda não sabe que machucá-la será quase impossível e um ato desprezível aos olhos daqueles que a desprezavam antes. Ela ainda não sabe… mas ela encanta a quem vê.

           

Lagartas, casulos e borboletas: etapas. Mudanças planejadas, revisadas e conquistadas. Se a lagarta optasse por continuar lagarta o que acham que aconteceria? Ela nunca iria saber o poder de encanto que possui. Seria acostumada a ser desprezada, não que lhe incomodasse esta vida, esta “casca”, mas ela tinha em suas mãos o poder de mudar. E quando ela decide mudar, não é para impressionar aos outros, é simplesmente para responder a suas próprias perguntas. Uma nova vida, uma chance de melhorar.

Olhe, preste atenção! O casulo se abriu e veja: não há asas, não há antenas, nem patas. Onde esta o brilho, onde esta o encanto?  Esta é mesmo a borboleta de que falávamos no começo deste texto? Silêncio. Olhe novamente para o casulo tão esperado. Não há borboletas, mas há uma menina… Uma mudança planejada. Ela quis mudar, ela mudou… Esta menina sou eu.

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