Meu sobrenome é felicidade

Uma vontade de rir. Rir de tudo, rir de nada. Rir de mim, rir de você. Uma vontade de por a mão na barriga e que ela doa, pois ri muito. Uma vontade de tagarelar sobre um assunto qualquer, sobre a vida, sobre o mundo. Sobre besteiras, sobre asneiras. Mas tagarelar. Alto, berrante. Uma vontade de cantar uma música. Um pagode, aquele que ninguém gosta. Aquele bem corno. Começar a cantar como se eu não soubesse. Errar os tons, cantar desafinado, escutar um cala a boca e rir. Rir e nem ligar. Uma vontade de ler um livro, daqueles que te fazem devorar as páginas, que fazem com que você não pense em nada, que só pense naquela história. Uma vontade de ler um livro, de morte. Sério, onde tivesse que descobrir o assassino e que no final eu me surpreendesse com a história.

Sim. Estou com uma vontade de contar mentiras, de dizer o que não existe. De brigar. Sim. Sair na mão e desafiar o mundo e depois sair correndo para não apanhar. Uma vontade […] Ah uma vontade de viver, de sorrir, de cantar, de brincar, de ser criança – como sempre fui, mas havia me esquecido de ser -. Uma vontade tão grande, mais tão grande de explodir, de gritar, de dar estrelinha – na piscina, é claro -, de cantar É o Tchan. Uma vontade de ser o que eu sempre fui, mas que eu achei que não deveria mais ser. Tolinha.

De vez em quando achamos que estamos grandes demais para sermos crianças, para rir, para chorar de rir, para morrer de chorar de rir. As vezes achamos que nao há mais motivos plausíveis para que brinquemos de amarelinhas, ou pulemos corda. Mas sabe o conselho que uma falsa modesta garota diz? Pegue sua corda ou seu giz. Desenhe no chão nove quadrados, um céu e um inferno ou chame os amigos da rua ou seus bonecos, tanto faz. Pule como se pular fosse o melhor remedio. Corra para chegar ao seu e fugir do inferno. Por que a brincadeira só nos mostra o que a vida nos faz sentir. Então se você estiver verdadeiramente no inferno, espere a sua vez de jogar o giz e vá embora. Sorria. Brinque. Cante. Grite. Mas grite mesmo e morda a mão de quem tentar te calar.

Sabe por que eu digo isso? Por que eu só relato o que eu sinto, o que eu sou e que não vai mudar. Por mais que na mais velha idade eu ache que possa mudar. Eu sou assim. Eu sou desta maneira. Nasci para rir. Nasci para ser feliz. Nasci para gritar o mais alto que puder. Nasci para morrer […] para chorar […] Nasci para morrer de chorar de rir. Eu sou alegria e meu sobrenome é felicidade.

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