Escrito por nós dois

Era um amor puro. Um amor doce. Inexplicavelmente repleto de amor. Mas naquele dia, naquele momento, eles não disseram o que lhe era comum de falar. Ela disse tudo que sentia, disse tudo o que lhe afetava. Mas se fosse possível, trocaria todas as palavras e todo o seu por que, por somente o dia-a-dia.

Porque no dia-a-dia seria assim: “Amor! Como foi seu dia? Sonhei esta noite com você. Eu te amo demais. Eu sei que me ama também. Vou te ligar para escutar sua voz. Vamos nos amar para sempre não é? Como todos os dias.”

Contudo, ela não pode fazer isto, sem saber como realmente o amor deles estava. Queria escutar dele. Queria ouvir de seus lábios um eu te amo repleto de sinceridade e que ao lado dela ele era feliz de uma maneira que nunca fora.

Ela queria que ele a pegasse pelo braço, dissesse que ficaria por perto por um longo tempo. Queria que a olhasse nos olhos e a beijasse a boca, como ele sempre fez. Queria que ele não precisasse explicar a intensidade de seu sentimento para ninguém e quando perguntado respondesse “ela sabe tudo o que eu sinto por ela”. Ela queria que seus sonhos fossem reais e que os dois andassem no pátio de mãos dadas, antes da prova de Química.

Ele por sua vez, se sente abatido e cada vez que ela fala mais essas coisas ele sente-se como se seu dia estivesse piorando. Então ela diz se ele prefere que ela não fale mais nada. Se ele não quiser ela não fala. Mesmo que com isso piore seu dia. Ela faz tudo para que o dia de seu amor seja bom.

Passa-se um tempo. Ele então surge com a seguinte pergunta “e então o que devemos fazer?” O mundo daquela menina para. Bom, o mundo de ambos pára. Qualquer resposta, qualquer letra, estragaria tudo. Acabaria com tudo. Ela respira fundo. E diz que não depende de sua vontade, por que se dependesse eles estariam felizes, voando de felicidade. Mas é a indecisão dele que os impede de ser felizes.

“Nesse momento, não estou te fazendo feliz?” Outra pergunta. Mais uma daquelas que podem acabar com tudo o que fora planejado. Por mais que o coração desta menina doa, ela tem que responder que não. A única coisa que ele a faz sentir é querer desejá-lo novamente, para que ele a faça feliz de novo. Mas é para fazê-la demasiadamente feliz. Nem que para isso seja preciso que ela o puxe pelos braços e pergunte o que ele faz tão longe dela. E nem que para isso ela peça para que ele a olhe nos olhos e veja.

Veja. Veja aquilo que há muito tempo ele disse enxergar. Enxergar através de seus olhos. Ele então pergunta se ela ainda lembra-se da primeira discussão daquele casal. Ela se retrai. Ele vai mais a fundo e diz o local onde eles conversaram, no pátio da escola. Ela responde. Ele então pergunta, “e do segundo você se lembra?” “lembra do que aconteceu comigo, enquanto conversávamos, pelo telefone?” Ela sabe o que houve. Sabe e um sorriso disfarçado se forma entre as lágrimas que estão a descer. Ele então diz o que ela já sabia. Ele também estava da mesma maneira que ela. E nesse momento o mundo para. Os minutos já não rodam mais. O tempo? Que tempo? Para ela e para ele, não havia mais espaço-tempo, nem hora, nem segundos. Estava tudo parado, na espera da solução para o que estava acontecendo. Tudo estava observando aquele enlace. Aquele problema. Todos estavam torcendo para que aquilo não acabasse. Mas não dependia das coisas, das horas, do tempo… Dependia deles.

Silencio. Naquele momento as teclas do computador estavam molhadas. Seus rostos estavam cobertos de lágrimas. Mas ainda deu tempo dela escrever-lhes estas palavras:

“Eu ainda vou te amar amanhã de manhã. Mesmo acontecendo tudo. Qualquer coisa. Eu ainda vou te amar. Mas, por favor, eu só te peço que me ame também. Mas que me ame escancaradamente. Quero que se você queira me amar que mostre, demonstre. Eu preciso. Preciso que você me envolva em seu abraço. Que saiba da minha vida. Que aceite a condição que eu estou dando pra você. De o garoto que caminhará ao meu lado, na minha vida. Perto de mim.”

Nesse momento ele sorri. E ela não escreve mais nada. Espera que ele agora diga. Esta cansada de falar as coisas. Ele então a manda uma musica ” Eu já tentei te esquecer. Eu já tentei me conformar. Em outro alguém já procurei. E desisti de te encontrar. Só por você me apaixonei. Só em teus braços quis morar.Eu não sei onde foi que eu errei.” Cai mais um lágrima e mesmo assim ela nada diz. Mas percebe que ele não para de escrever. É então quando aparece. Ele diz que a ama. Ama muito. Que tirara a prova dos nove naquele momento. Que a ama demais. Ela chora. E diz a ele que chora. Ele então pergunta o que essas lágrimas dizem. Ela não responde. Ele a pergunta novamente e manda novamente o que acabara de falar. Ela ainda esta chorando, mas o responde com o coração na mão: “Minhas lágrimas dizem que sou indiscutivelmente louca por ser incondicionalmente apaixonada por você.

Ele então chora. Nunca amara daquela maneira. Nunca sentira aquilo que estava sentindo. Ele esta feliz, mas não sabe o que fazer. Ela pergunta como se a partir de hoje. Ele diz que ela verá. Ela fica receosa, e pergunta se pode deixar tudo por sua conta. Ele diz que quase tudo, a única coisa que ela tem que fazer… É continuar o amando.

Eles se despedem. Daqui a pouco um vera o outro pessoalmente e veremos o que acontecerá. No pátio do colégio eles não andaram de mãos dadas, mas sentaram um de frente para o outro. Eles não resolveram problemas, até por não terem mais nenhum. Eles simplesmente trocaram juras de amor e beijos românticos. Porque no fim é assim. Um completando o outro. Esse é o amor daqueles dois. Por favor, não reclamem, eles se amam… Da maneira deles.

“Porque eu não posso fazer nada se você se parece com um anjo. Eu sei que as outras meninas, aquelas que atiram pedras na sua janela são lindas, mas elas não escreveriam um texto pra você!”

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