Daqui te escrevo, querido

Pensa que eu não senti
A forma como repousou sua mão em minha cintura?
Acreditas mesmo que seus olhos nada disseram
No momento em que me olhou daquele jeito?
Pensa que eu não percebi
O tom da sua voz ao falar comigo?
A sua risada induvidualista,
E o seu modo de ver as pessoas?
Imaginas o que quando pensa em mim?
Quando imagina a nossa cena
O nosso momento
Meio desenconçado mesmo
Assim, daquele jeito
Onde as palavras eram completadas pelo outrem
Devido ao nervosismo
Por causa do temor
Simplesmente, foi deste jeito
Sentindo tudo
Sentindo nada
Sentindo a ausência da palavra tempo
E a presença da conotação “entrega”
Onde por um momento vi no que pensavas
E no mesmo instante percebestes as batidas do meu coração
Somos loucos?
Sou louca?
Somente se me convidares para mais um passeio, querido
Daqueles mais longos, mais intensos
Louca posso ser se me disserem que loucura
É o sentimento mais lindo do mundo
Tão lindo, aponto de ser digno de um poema
Um poema, feito assim, em linhas meio tortas
Completando-se a cada novo verso
Posso ser também mais uma romanticista
Daquelas que escrevem a ponto de acreditarem em suas proprias palavras
Em suas proprias mentiras
Ou serão verdades?
Seja como for, ou conforme for
Sei que será assim mesmo
Eu, daqui, escrevo
Você, daí, lê
E ficamos assim
Nesta subjetividade de sentimentos
Que de subjetivo só teve o poder de nos unir.
Em meio a um barulho estonteante
Em meio a um olhar tão acolhedor
Eu, meu querido, daqui escrevo
Você, pode somente ler
Ou…

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