Paralelas

 Ele tinha um violão e logo depois meu coração. Ele não sabia, mas a qualquer momento podia fazê-la se apaixonar. Por que ela estava assim, quieta, calma e sem pressa para nada. Mas mesmo assim, a qualquer hora ele podia a conquistar.
Podia tocar uma música ou podia somente sentar ao seu lado e falar sobre suas pretensões futuras, sobre seus desejos e sobre como ele é bobo. Ou talvez ele pudesse ler um poema e a convidar pra passear sobre seu tapete mágico.
Mas uma coisa que ele não tem é pressa, muito pelo contrário, está indo bem devagar. E como tudo o que ela precisa é disto, ela o acompanha a passos bem lentos, devagar, como se tivesse a eternidade. Talvez tenham. Ou simplesmente, eles saibam que amar dói, e talvez eles ainda não saibam que nenhum dos dois nunca se magoarão.
Por fim, os dias estão passando e ambos vivem como se tivessem a eternidade, como se o amanhã sempre fosse existir. Pra que procurar o fim? Quando se descobri o fim nada mais tem graça. Então, estes dois seres, dois apaixonados pelo amor estão caminhando a passos lentos, hoje distantes, tão distantes, mas estas duas linhas um dia se cruzarão. Vão se cruzar, enquanto ele toca seu violão e ela canta suas canções desafinadas.

Anúncios

O que achou do texto?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s