Só o final me dá medo

Não acredito que seja parecida com outras pessoas. Não me defino como mais uma em um milhão, pelo contrário, acho que sou totalmente diferente do resto do mundo. Não a ponto de ficar isolada e não manter contato com ninguém com receio destes mesmos roubarem um pedaço de mim, desta parte que não é igual a ninguém. Mas em contra partida, sou daquelas que repartem, que dividem, que convivem. Daquelas que está pronta para ajudar, para proteger, mas muitas das vezes é a protegida.

Possivelmente se não pensas isto deve ser por que não me conheces, ou talvez, não convive comigo tempo suficiente para caminhar ao meu lado e ver realmente o que eu posso compartilhar. Por isso que se sai de sua boca e se prevalece em seu pensamento que não me porto da maneira que deveria, ou que sou um tão pouco infantil, não quer que eu creia que me conhece a fundo para que saibas o que o dizes e que insista em seus pré-julgamentos.

Portanto, sei que talvez nem precises, mas faço questão de lhe mostrar o que talvez, por medo, não queiras saber pessoalmente.

Mariana Cassiano, dezesseis anos. Sonhadora e apaixonada sim. Sempre fui todos sabem. Quando me permitem sonhos, quando me deixam voar, vôo e não vôo baixo não. Alcanço onde talvez você em seus sonhos nunca tenha ido. Sou uma eterna criança, não que isso me favoreça, muitas das vezes sou severamente punida por esta atitude, este jeito todo simples de ser. Sou desta maneira, pelo simples fato de que para mim é muito mais fácil olhar o mundo com a inocência de uma criança do que com a preocupação de um adulto. Sei ser certa, sei ser séria. Se agir por impulso, mas também, da mesma maneira, sei me controlar e cativar somente aquilo que me trará bons frutos. Estudiosa, e às vezes um pouco despreocupada. Prendada, até o momento em que pedem que varra ou lave a louça de casa. Engraçada, onde muitas vezes chego a não arrancar risos de ninguém, mas logo sorrio e disso não me arrependo de possuir.

Pois é, meus sorrisos. Talvez, você, nunca tenha visto como eles são bons. Como trazem conforto, ate para mim mesma. Talvez seja isso que falta, ou não.

Senti necessidade de lhe escrever isto, mesmo sabendo que a probabilidade de chegar e ler este texto são remotas, espero que de alguma forma, algo acabe e você perceba que nenhum adjetivo chulo vai me deixar para baixo e que você nunca estará falando de mim no momento em que usar destas palavras. Caso precise, eu estou aqui, como uma boa amiga. Talvez, isto que lhe falte, um bom amigo. E desta maneira achou em mim uma possível arma para usar de suas falsas expectativas. Contudo, tudo o que usares contra mim será em vão, por que responderei totalmente contrario ao que me respondeu. Você descobrirá o que é ser feliz.

Eu só não queria descobrir, que seja lá quem você seja, no final, seja uma pessoa na qual eu confiei. Acho que seria decepcionante. Espero que no final não tenha erros. Ainda espero seu texto, o que você disse que seria melhor.

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