Verdade: Amo vocês. Consequência: Amigos para sempre

Tudo começou com um “verdade e conseqüência”. Perguntas sem nexo e totalmente desinteressantes. Se eu contar que até sono estava dando, não é mentira não. Se contarmos só eu, já conseguem ficar com sono, perguntas criativa nunca foram meu forte. Mas existia alguém naquela sala que tinha total domínio de suas palavras e sabia o que perguntar e como perguntar. E o melhor: arrancava sorrisos e risos de todos os presentes. Andar engraçado, mochila de um ombro só, moreno, sorriso displicente e um jeito de ajeitar a franja que arrancava risos, mas que franja?

Existia aquela outra com uma aparência meio estranha, se for contar as coisas que pensei sobre ela de imediato vocês podem até rir, mas prefiro não dizer, por mais que ela já saiba. Mas ela de alguma forma pareceu corresponder todas as expectativas daquele que não tinha medo de perguntar nem responder nada. E lá ia ela, meio quieta, rindo mais que falando, mas falava e podemos até dar medalha de bronze para a mesma. Pois é, ela era boa. Uma raquete na mochila, perguntas capciosas, olhos cerrados, sorriso interessante e personalidade que mal sabia eu, iria me surpreender.

Falta alguém? Não, além de mim. Ninguém aqui precisa saber como eu estava naquela manhã. Além de maquiagem nos olhos, uma noiva que havia sido largada no altar, sorriso disfarçado, uma mochila pesada com vários livros do outro colégio e um ar meio infantil. Mas tem mais alguém, pois é.

Ah, é. Aquela. Quietinha. Que só conseguia rir. Eu a conhecia desde o começo. Desde o primeiro dia. Ela que ria das minhas palhaçadas na época em que estávamos todas pintadas. Ela estava sentada na mesma roda que nós. Estava sendo perguntada sobre as mesmas coisas que nós. Mas ela era tímida, pelo menos era o que eu pensava quando olhava para ela. Usava uma blusa com um cone, e eu não entendia muito bem o motivo, mas somente sorria. Mochila do reggae, cheia de roupas dentro. Um caderno com folhas recicladas, morena alta e um sorriso bonito.

Tudo começou com um “verdade e conseqüência”, uma tarde juntos, monopoly o dia todo, almoço ao meio dia sempre, conversas sigilosas, uma diferença aparente  e muito carinho e amizade para dar. O começo está aí, o meio ainda está para ser feito, mas o fim? Não me pergunte, porque eu não sei, eles não sabem, a única coisa que temos idéia é de que melhor que isso, impossível e que será muito melhor daqui para frente. Eu estou com eles, mesmo sem estar. Amar é pouco.

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