Culpa das borboletas

São borboletas. Pois é, são elas que estão ocupando a ausência do amor que falta em mim, nesses dias. Pensei que a última coisa que estaria sentindo seriam estas borboletas, mas é que hoje é dia 15 e eu não sei o que fazer. Não estamos normais, se estivéssemos, eu estaria com o telefone grudado no ouvido, me irritando pela única voz que ouvira era da telefonista, dizendo que o seu telefone está fora de área ou desligado. Ficaria com raiva, mas estaria feliz. Amanhã seria dia 16 e tudo, exatamente tudo, estaria lindo, radiante. Mas ainda existem borboletas trafegando seu pedir licença dentro da minha barriga. Elas andam de um lado para o outro tentando recuperar da minha memória as palavras perdidas, as promessas esquecidas e os papéis que eu rasguei com o coração sangrando de dor. Mas se eu te perdoasse e dissesse que ainda te amo, você prometeria me amar com naquele primeiro dia e ficar perto de mim como naquele momento? Você vai olhar nos meus olhos e perguntar o que eu enxergo quando olhos nos seus. Eu vou estar te amando muito. Mas isso é porque eu preciso amar, não por nada. Como se de uma forma ou de outra, eu visse em você um futuro que eu preciso. Talvez porque eu veja em você, alguém que imagine de mãos dadas, sentado em sua cadeira, olhando o céu e sorrindo comigo. Talvez eu te ame ou talvez tudo isto seja culpa das borboletas. É, a culpa é das borboletas. Só delas.

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