Moinho da vida

Me de um motivo. Um motivo para não pensar nele quando durmo. Um motivo para não sonhar em um futuro ao lado de quem sou perdidamente apaixonada. Me de um motivo. Um motivo para não sorrir após uma conquista. Um motivo para não vibrar após um ano maravilhoso. Me de um motivo. Um motivo para não acolher meus amigos. Um motivo par não querer ter milhares de amizades. Me de um motivo. Um motivo para não querer sempre o melhor para mim e para quem eu amo. Um motivo para não correr após iniciada a disputa pelo primeiro lugar da maratona. Me de um motivo. Um motivo para não lutar pelos meus sonhos. Um motivo para não ir até o final. Me de um motivo. Um motivo para não ligar para ele de noite. Um motivo para não querer ser a sua namorada. Me de um motivo. Um motivo para ter medo. Um motivo para achar que não faz mais sentido viver. Um motivo para parar e esperar a vida passar entre os meus olhos. Me de um motivo para deixar de viver. Mas não me de um motivo, que comprove – nunca, por favor – que não vale a pena ser feliz. Porque no final de tudo, é a única coisa que move a vida. A sua. A minha. A de todo mundo.

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