Mas ele poderia ter dito

No meu sonho ele escrevia-me uma carta, e nesta carta as lágrimas desciam e me faziam pensar. Não que eu não tenha chorado todas as outras vezes quando colocava a cabeça no travesseiro. Mas era uma carta e ele poderia me mandar. Era Abril e ao acordar eu me deparava com ela jogada na cama, por alguém que simplesmente jogou-a aos meus pés. À mão, ela dizia assim:

Se me permite dizer, eu me lembro muito bem, como se fosse ontem que foi a minha indecisão que fez sua insegurança crescer. Minhas escolhas não foram fáceis, mas nunca quis que elas fossem para sempre. Até o “para sempre” acabar. Mas eu juro, que se pudesse viver aquele momento, eu viveria. Em Fevereiro eu me lembro que naquela madrugada que passamos juntos ao telefone eu ia te dizer: “Que não tenho dúvidas, porque você é a minha única certeza!”

Sei que seria cedo demais, para tudo o que queriamos fazer, e minha opnião fez sua decisão mudar. Nada foi fácil, nossos desencontros, desentendimentos, provocados muitas vezes por nada, fez você mudar. Mas eu ainda me lembrarei que em Fevereiro eu ia te dizer: “Não tenho dúvida, porque você é minha única certeza”

Nossos caminhos diferentes, por algum motivo que eu não sei porque. Nos levam ao mesmo lugar. Fazendo sentido. Mas de um jeito ou de outro, você querendo ou não, eu estarei aqui, estou aqui, estava aqui… Eu sempre vou estar aqui. Porque eu me lembro que em Fevereiro, quando peguei sua mão, olhei nos olhos, eu ia te dizer:

“Não tenho dúvida você é minha única certeza”

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