Escrevo para ele

Escrever as vezes nos traz serias consequencias!
Tais consequencias, talvez, não sejam entendidas por quem as lê.
Tal sentimento, talvez, seja mero dom. Mera arte e não uma vontade.
Com certeza escrevo com a mais intensa vontade de escrever. Pelo prazer de compartilhar com o mundo experiencias, ideias e vontades. Contudo, desculpe, escrevo apenas para que uma pessoa leia.  Aquela que consede-me um comentario a cada texto lido, por mais que tenha vindo a ser escrito muito antes dessa pessoa existir. Aquela que é a única inspiração das letras que eu escrevo. Cuja a foto me recorda momento felizes. Cujo…
Por isso, não me diga que escrever é fácil. Por favor, por que não é. Como fazer quando quem mais te faz escrever não está ao seu lado, ou pelo menos não compartilha nenhum momento belo para que você tenha o que dizer. Escrevo então sobre a distancia, a falta que ele me faz. Já que não posso escrever sobre como nossas mãos ficam belas juntas, escrevo sobre como tenho saudade das vezes que não o dei a mão mais poderia. Já que não posso escrever sobre como seu respirar me deixa arrepiada, escrevo sobre os dias de sol em que ele atravessava as ruas somente para deixar essa sensação gostosa no meu pescoço. Já que eu não posso estar com ele, escrevo sobre o sonho que tive, onde a única coisa que lembro era que estava nele, logo com certeza era um sonho lindo, invento portanto o resto. Já não sei como é tocar sua pele, fechar os olhos e saber que estarei bem com ele ao meu lado, vou lembrar-me das tardes juntas e da troca de olhares. Me esqueci de como é seu beijo, de como preciso do seu abraço, de como necessito dele. Não me lembro mais do brilhos dos seus olhos. Mas eu me recordo das nossas risadas, nossas confidencias. Me lembro do som que a cama fez ao segurar nossos desejos e de como ele suava nas vezes que vinha me ver. Água com gosto de maracujá. Dividimos o telefone para escutarmos as mentiras. Sorrisos de canto da boca. Milhares de músicas. Milhares delas. E eu, como sempre, escrevendo. Talvez porque quisesse que ele lesse minhas declarações. Meus desejos.
Mas ao terminar mais um texto, para ele é claro, sei que ainda não vai voltar para a casa. Que aonda falta tempo para estarmos juntos. Sei também que faço escolhas que podem vir a ser não compreendidas por alguém, por ele. Talvez, somente talvez, eu vá só pra ver se ele vai correr atrás de mim. Outras, eu posso ir, porque sei que quando voltar… Vai existir mais um texto…. Para ele. Sempre… Só pra ele. Porque por mais que exista um ponto, quando escrito ele nunca vai ser “final” ponto continuativo

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