Carta de um garoto que sabe amar

Preciso falar dela!

Preciso conta sobre ela!

Preciso dela!

Minha pequena, tão cedo foi embora. Deixou meu coração e partiu sem olhar para trás. Minha pequena ficou tão triste quando disse que não daríamos certo, que seguiu seu rumo e não quis mais me ver. Ela não atende meus telefonemas, não me recebe em casa. Minha pequena, partiu e deixou o coração aqui. Não sei porque não o levou consigo. Para que quero eu um coração se quem quero amar não está ao meu lado? Para que quero algo se tudo o que preciso anda vagando por ai? Já pensei em sair por essas ruías e procurar por minha amada, mas será que em meio a bilhões de pessoas encontro meu bem querer? Me resta uma chance. Dentre milhares de pessoas, uma destas pode ser minha querida. Mas onde será que procuro? Abro portanto a gaveta. Ali tem uma foto, olho a imagem da minha pequena e meus olhos enchem de lágrimas. Talvez porque a tenha perdido muito cedo, ou será que nunca mais a verei? Minha pequena foi embora e deixou aqui uma parte de si. Uma parte que talvez seja a única coisa que guardarei para sempre. Ela foi embora e deixou um coração. E assim eu me lembro do pedido que a fiz quando nos conhecemos: “Me de um coração, por favor” Hoje ela foi embora. Será que o coração é para mim? Ou será que eu tenho que guardá-lo para quando ela regressar a casa. Mas ela vai regressar? E se não voltar? Minha pequena foi embora e deixou comigo seu coração. Tão frágil o coração da minha menina que de tão frágil tenho medo até de tocá-lo. Ah minha pequena, se soubesses o quanto sinto sua falta, o quanto preciso de seu abraço e sua presença. Queria que soubesses que estive em tantos lugares mais nenhum se compara ao jardim da sua casa. Andei por tantas ruas, mas o percurso que fazia até sua casa é ainda meu preferido. Sinto falta da sua água, do seu cheiro, dos seus olhos. Ó minha pequena, sei que chorar e quero que saibas que choro também. Minha pequena, preciso de você. Tanto preciso que estou agora saindo de casa com um ramalhete de flores no braço na intenção de te procurar. Sei que podes estar longe de mim, mas eu vou te procurar. Demorará um pouco, você pode não querer me esperar. Mas por favor minha pequena, não me procures. Deixe que apenas eu vá ao seu encontro e quando te achar faça aquilo que um dia você contou-me que queria fazer quando me viu pela primeira vez.

Pule nos meus braços, pequena. Pule e me faça o homem mais feliz do mundo… Pela segunda vez.

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