“Me abrace pela última vez”

Sinto falta do beijo que não dei, do abraço que perdi, dos sonhos que nunca me lembrei. Que saudade da lágrima não despejada, da aliança não confirmada e da amizade negada. Falta das conversas paralelas, dos beliscões no braço e das risadas custumeiras. Com o tempo tudo pareceu tão comum, tão rotineiro que posso dizer muito bem, estavam cansando. Cansando tanto a ponto querer sumir, mudar. Acredito que possa dizer com toda a certeza que essa mudança era até clamada, intercedida e por fim lutada sopro por sopro até ser alcançada. Até que foi. E agora? Hora do adeus? Tanto tempo na luta, na espera, na vontade. Até que chega e agora o que fazer? Ir? Pedir para ficar?
Sinto falta da placa escrito “volte” ou daquela que estava pendurada no pescoço de algumas poucas pessoas “me abrace outra vez”. Saudade das conversas, das trocas de olhares. Ah, que saudade de quando era facil, de quando o dificil nem se comparava a nada. Falta da companhia até a esquina e das brigas inuteis, mas tão duras. Que saudade, que falta. Da vida simples, sem muitas descobertas nem preocupações. Que saudade do caminho de volta. Agora só me resta mesmo caminhar para frente, quem sabe não encontro o que deixei ara trás na proxima esquina. Sei lá né? Mas as vezes acontece.

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