Carta à Alice

Olá filha. Como você está? Tens frio? Calor? Está com sede? Está feliz?
(Um minuto)
Olá filha. Desculpe é que um dialogo foi claramente formado em minha mente e eu sozinha eu meu quarto comecei a conversar com você. Como pode, não é mesmo? Como se você estivesse aqui comigo, brincando de boneca e fazendo um trança em meu cabelo. Filha, escrevo para você, sem nem saber a cor de seus olhos, o tamanho das mechas do seu cabelo, tampouco o tamanho do seu pé. Pois é, minha filha, escrevo do fundo do meu coração para te contar que “te amo”. Te amo tanto que escrevo para você, que não existe, mas que eu sei que vai existir. Então, lhe contarei coisas que quero muito que saiba.
Seu nome, filha, será Alice. Aquela que se perdeu no país das maravilhas. Que conheceu o chapeleiro maluco, o gato, a rainha de copas. Aquela que correu sem rumo, a que dormir e acordou em um sonho. Você não precisa ser loira, mas usará um vestido azul lindo, que eu vou mandar fazer. Não sei se será alta, baixa, magra ou gorda, mas te amarei imensamente. Ora, te amo sem nem saber como serás, porque não a amaria já o sabendo?
Desculpe, filha, comecei a dialogar com você de novo e ficou passando um retrado sobre você, porque um dia, você terá retratos. Vamos contar carneirinhos para você dormir e eu lerei as melhores história de contos de fadas para você. Te levarei na escola e cairei em lágrimas ao ver que você quer que eu vá só para brincar com seus novos amigos.
Filha, eu te amo. Te amo desde de hoje até quando realmente existir. Só que eu tenho muito medo. Você não sabe, mas eu conheci um tal de Homem de Lata, e ele roubou meu coração. Não, não somos namorados, não estamos juntos, tampouco estamos bem. Ele provavelmente deve me odiar nesse momento e não deve acreditar neste texto ao lê-lo. Não o culpo, por dias também o odeio e odiei a mim mesma. Mas filha, entenda, não posso ficar com ele nesse momento, não agora, como diz a musica definitivamente a nossa história aconteceu no tempo errado. Mas eu o amo, tanto quanto amo você. Acho que é por isso que estou escrevendo este textos, com todas essas lágrimas derramadas na frente dele. Filha, você é a verdadeira Alice. Não eu. Eu serei a mãe da Alice.
Desculpe, mais uma vez, mas é que agora chorei ao pensar em você. O sapatinho preto, o beijo de boa noite, a cara emburrada, o sorriso de lado, o meu orgulho, a indecisão… A filha eu te amo tanto, mesmo que você não seja minha. Mesmo assim… Um dia você vai entender.

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