Escrever não tem sentido

Pronto. Desisto. Eu não consigo. Podem me levar agora. Quero sumir, quero escapar, quero fugir. Por favor, me levem. Não foi o coração que quebrou, foi o meu corpo inteiro. Já não raciocino mais. Já não ajo com o coração. Estou um meio termo que me frustra 24 horas por dia. Já não tenho um coração, meu sorriso já não é sincero. Minha cabeça não mantêm o foco e minha vida não tem rumo certo. Eu tento viver, tento recomeçar, mas somente eu sei o filme que passa na minha mente quando coloco a cabeça no travesseiro. Desisto de tentar. Tentar para que se no final é ele que passa na minha cabeça e muda todo o sentido da minha vida? Minha voz fica baixa, meus olhos caídos e minha expressão intacta e morta. Meus amigos reclamam que meus olhos já não brilham como antigamente e minha voz não é tão alegre como antes. Eu já não chego aos lugares irritada, com vontade de matar o mundo. Mas eu também já não tenho amor dentro de mim: o pouco de que restou escondi para um dia no futuro. Minha mãe sempre me ensinou a guardar um pouco do que muito se tem para plantar e ver se dá mais… Então já que tenho pouco, guardo tudo. Por isso estou áspera, dura, cruel… Eu não era assim. Eu era amável e nostálgica. Tudo era festa, hoje prefiro dormir até meio dia para esconder a olheira do dia anterior ou das lágrimas… Do dia anterior. Por isso eu desisto. Faça o que tiver que fazer comigo. Me empurre do penhasco para que alguém vá até lá em baixo me pegar. E eu caso essa pessoa.

Eu só não sei, meu querido mundo, se isso é bom ou ruim.

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