Existir não é obrigação

Desde pequena eu sempre via por trás das coisas. Sempre percebia quando alguém não queria estar ali e fazia de tudo para que fosse embora. Desde pequena eu sempre tive a ultima palavra, sempre liderei um grupo, terminei os trabalhos primeiro e ganhava no campeonato de quem falava mais. Cresci. Mas não mudou muita coisa. Ainda sou mandona, acordo de mau humor, tenho minhas bipolaridades e faço manha até não poder mais. Ainda consigo ver por de trás do que as pessoas mostram. Sabe, aquele olhar distante como quem não está querendo uma boa conversa ou uma lição de moral. Consigo ver quando o que elas mais querem é chorar e quando o que mais querem é me fazer chorar. Por isso que muitas vezes quem vai embora sou eu. Prefiro terminar uma história antes que doa mais. Ninguém é obrigado a nada nessa vida, até porque existir não é obrigação. Vive quem quer viver. Se você não quer ficar que vá e se quiser ficar faça o máximo para que dê certo. Converse, ria, chore, corra, abandone e volte. Não fique na mesmice, por que de mesmice a humanidade já está saturada. Daquelas pessoas que seguem uma rotina, que não cortam laços por medo de fazê-lo. E assim vão reclamando da vida, reclamando dos outros, reclamando de tudo. Por isso seja inconstante, bipolar, anormal. Por que de gente careta, certa e natural o mundo já está de saco cheio.

Desde pequena, sempre me apeguei demais aos outros e levei patada. Sempre dividi as coisas e ninguém as dividia comigo… Eu cresci, e olhe só, não mudou muita coisa. Na verdade, ao mudou nada.

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