Textos de Mariana

    Pergunte à quem tem o hábito de escrever o que o faz melhor. O que o faz desabafar sem preconceitos, sem questões deixadas em aberto, sem entrelinhas. Pergunte a um escritor o que é um tapa na cara, um sorriso sincero, a expressão do amor mais puro, através de símbolos chamados de letras. Símbolos que não representariam só palavras, vocabulário. Não, de maneira nenhuma. Quem escreve sabe o que estas coisas significam. Quem escreve chora escrevendo, sorri escrevendo, imagina escrevendo. Quem escreve olha pra lua e acha lá dentro um sol. Afinal, existe imaginário maior que um de escritor? Não estou falando agora dos mais famosos. Estou falando simplesmente de quem gosta, de quem se sente bem com isso. Estou falando dos mil blogs por aí que designam sentimentos que muitos nem sabiam que existiam. Estou dizendo da nostalgia de ver uma de suas amigas, uma pessoa do seu cotidiano escrevendo como quem poderia ganhar dinheiro – e muito – com esse talento. Mas vamos agradecer à escrita, vamos agradecer aos textos. Vamos agradecer a paixão que une gerações, famílias e classes. Vamos agradecer à paixão que nos uniu, que nos fez coversar horas a fio sobre novos livros, nossos textos… Tudo isso porque é assim que nos sentimos melhor. É assim que nos libertamos, esse é o protocolo: Escrever. É a terapia, é o amor. São as vozes que vivem falando dentro da gente pela primeira vez entrando em equilíbrio e harmonia e seguindo uma linha reflexiva razoavelmente inteligível. Escrevendo é quando me sinto mais louca, pensativa, equilibrada, intensa, reclusa e apaixonada. Por aquilo. Por escrever, ler e imaginar. Por conhecer mil pessoas e mil textos incríveis através de uma paixão que não se acabará nunca. E a escrita me fez conhecer uma das melhores pessoas que já conheci. A escrita me fez unir à alguém que até então não significaria nada. A escrita trouxe para nós o amor, que por mais que tenha esfriado, existe, e nunca vai morrer. A escrita nos fez sentar uma tarde numa biblioteca cheia de alunos estudiosos para escrevermos uma sobre a outra, na primeira tarde que passamos juntas. A escrita é maravilhosa, a escrita me faz imaginar, a escrita me faz feliz. Mas nada que se compare ao prazer que a escrita me deu, de ler os textos de Mariana. E de amar Mariana. 

P.s.: Eu tentei escrever só sobre escrever, mas foi impossível. Eu te amo, por mais que pudesse parecer que não algumas vezes, mas tudo que eu sempre fiz e falei, todo esse meu jeito às vezes rude demais, tudo foi pensando no seu bem-estar. Eu sinto muito a sua falta, e espero que um dia essa mesma paixão que nos uniu te traga de novo pra perto de mim, tanto quanto da primeira vez. Ou mais.

Escritora: Clara Marques

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