Uma grande responsabilidade, afinal

Pois é. Foi-me incumbida por uma grande escritora a tarefa de escrever sobre escrever. A sua identidade, no entanto, preservarei até o fim dessas linhas. Vamos logo ao que se pede, então.
Quando somos pequenos, aprendemos a ler e a escrever lá pelos cinco, seis anos de idade. Nessa idade, muitos diriam que é impossível distinguir quais crianças vão se tornar escritores, nem que sejam aqueles de roda-pé de jornal. Eu discordo.
Faça um teste: peça para algumas crianças de cinco anos fazerem um desenho sobre sua mãe, e compare os desenhos entre si. Alguns serão só desenhos, mas em outros você poderá notar palavras soltas, pequenas frases. Os autores dos desenhos desse tipo com certeza muito escreverão no futuro.
Pode-se concluir isso porque o que é pedido é somente um desenho, mas para esses futuros escritores, é pouco para demonstrar o que sentem. Eles precisam das palavras pára traduzir na íntegra do que querem.
Esta grande escritora que me encomendou o corrente texto, eu tenho certeza que muitas palavrinhas escreveu em seus desenhos no período de alfabetização. Isso porque escritores nascem escritores. No sentido de escrever o que se sente, não se pode aprender a escrever. É um dom, um presente de Deus, um privilégio enorme.
Quem escreve se diverte, desabafa, ri, chora, se espanta, acha lindo. Os que escrevem não precisam que alguém lhes diga que escreve bem – eles sabem, mas não é falsa modéstia. Eles sabem, porque quem recebe um dom de Deus tem consciência de que precisa usar isso pro bem.
Quem escreve também admira os outros que têm o mesmo dom. porque às vezes os outros conseguem traduzir aquilo que você sente, mas não conseguiu colocar no papel.
Isso muito me aconteceu com o que esta grande escritora escreve. Esta grande escritora que também é uma grande menina, uma grande amiga, e acima de tudo, um grande ser humano.
Esta grande pessoa é nada menos que Mariana Barbosa Cassiano. Que provavelmente começou com palavrinhas em seus desenhos de infância, hoje tem um blog digno de aplausos e venderá rios e rios de livros por esse mundo à fora.
Tenho orgulho de ter sido escolhida por você para ter um pouquinho de minhas letras no seu cantinho literário. Sei que daqui há muitos anos vou ler este texto novamente e vou lembrar desta grande escrito que além de parceira de profissão (rs), é minha grande amiga.

Uma grande amiga, com um grande dom.

Escritora: Flávia Torres

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