Retomada

Estranho como queremos tanto uma coisa e assim que ela, por fim, começa a acontecer, você simplesmente esquece das promessas que fez. Decide esquecer-se, fechar-se para qualquer sentimento e ideal, e quando seu coração começa a se acostumar com a ausência, você mergulha dentro de si para mostrar-lhe motivos para recordar, (re)ascender e relembrar todas aquelas histórias, fotos, motivos e razões para ele não esquecer. Pelo menos, não tão fácil assim. Não tão rápido.

As vezes me pergunto se sinto realmente tudo isso que teimo em escrever, constantemente, ou se simplesmente tenho fascínio por palavras bonitas que se constroem de forma correta em minha mente e ficam ludicamente interessantes quando presas em uma folha de papel, preenchendo assim o coração de quem lê. Contudo, já não me recordo qual sentimento preenche o meu: coração, no que ele está se afogando nesse instante. Ainda não entendi a profundidade do que sinto e se isso realmente importa para quem “está” ao meu lado. Sentir, que interessante, que legal. Mas até quando? Até o próximo texto? Até as mesmas palavras, repetições e questionamentos? Entendam que ler as mesmas palavras de sempre enjoa e se escutar mais alguém falando de amor, juro que vomito. Para que tentar novamente, se entregar novamente, ir dormir com alguém no pensamente novamente, se o fim já se conhece? Juro que não, prefiro alimentar minha gata, que nunca disse que me amava, mas sempre volta pela manhã.

Mariana Cassiano

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