Madrugada de um verão

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De novo.

Sou feito de palavras; sejam elas inteiras ou separadas por sí-la-bas. Sejam verbos, substantivos ou numerais. Formo idéias fechadas e deixo perguntas no ar. Gosto de convercer-te, iludir-te e alimentar-te. Sirvo de consolo para os momentos difíceis, combustível para salientar todas às suas motivações e às vezes finjo ser psicólogo para receitar-te algo que cure não sei o que de não sei que lá.
Sou palavra rabiscada e rasurada, jogada ao vento à mercê do tempo. Você pode ler-me amanhã como daqui à trinta anos que continuarei o mesmo. Sou o ditado que o sopro do vento esqueceu de levar e que a distância não separou. Sou a mais bela poesia que já ouvira em toda a sua vida, como também o mais estranho poema já declamado rente ao seu ouvido. Mas de uma coisa fique certo, sempre te provocarei de forma com que se arrepie, suspire… E se a modéstia me permite:
Delire.

Mariana Cassiano

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