Meu nevoeiro

Ela sorri, enquanto sinto infinitas saudades daquele sorriso. Sentado aqui, fico a imaginar o que está fazendo agora, quem está tentando tirar sorrisos dela enquanto a minha ausência acontece pelo quarto dia. Não queria me afastar, não mesmo. E deixar de olhar para aquele rosto redondo, para aqueles olhos tão vivos? Nem louco. Se pudesse a roubaria para mim todos os dia da minha vida, pena que não posso. Não ainda, mas me esperem um dia. Um dia em que eu a tomarei pelos meus braços e direi ‘é minha, é minha, para sempre minha’. No dia em que a olharei da mesma forma que sempre a observei, mesmo ela nunca tendo notado, e uma lágrima cairá bem daqui dos meus olhos tão fundos e nervosos, ao olhar não somente para o grande amor da minha vida, mas sim para o eterno amor da minha vida. E tudo isso penso daqui destas pedras, ao confrontar-me com esta neblina, tão semelhantes à minha amada que tão longe está. Tão iguais, tão irmãs. De longe todos a observam a espreita do que pode aparecer, mas não a veem. Somente um vulto, uma falsa que pode ser ou não. Isso porque, minha amada, só aparece para quem realmente espera tempo o suficiente para merecer suas curvas, seus olhos, seus sorrisos. Enfim, que a mereçam. Desculpem-me falar tanto assim, tanto de seus olhos, de seus sorrisos, suas feições. É que minha amada me despertou para o que jamais em minha vida pensei que iria admirar: as coisas simples da vida. Levanta-me com as palavras, mas se for preciso usar muitas delas, me cala, me convence. Quanto a seus olhos, nada tenho a falar sobre eles, sua própria existência e diálogo com o mundo já pode ser entendido muito bem por quem quer que a olhe e a queira para si, como somente eu tenho. Mas essa saudade aperta tudo, a sua ausência me faz quere-la cada vez mais perto de mim, agora, neste momento, para sempre. Tudo bem senhor padre, nos case. “Não tenho casa, não temos nada, mas a quero, a anseio, preciso dela, esta é minha certeza. A única por sinal”. Não tenho muito o que oferecer, mas ofereço o pouco que tenho e o muito de amor que sinto por ela. Ofereço uma tarde de muito amor, café na cama, mãos dadas na rua, presença para o que ela precisar, um sorriso, cafuné quando estiver com sono, um ombro amigo, o silêncio quando só ela quiser falar, cócegas, risadas, piadas e chamego. Ofereço o meu amor para que ela possa reclamar sempre de tudo (como sempre faz), mas que saiba no fundo, bem no fundo que eu tô com ela para sempre porque a amo igual amo a vida, pois ela é a minha…

… a minha vida.

Mariana Cassiano

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