Será amor?

O amor não é um lugar para onde fugimos quando o mundo parece difícil de engolir. Tão pouco um objeto que recorremos a fim de nos acalmar ou nos voltar para a realidade. Ele não é um utensílio com vida útil que depois de um tempo você está apto a jogar fora. Se foi jogado longe, repito, nunca foi amor. No amor não há telefonemas desligados, pois não existe dor maior do que magoar a quem está se amando, e esta simples ação, com certeza, fere muito quem a recebe sem esperar. O amor não é igualdade, não há explosões para os dois lados. Ora um explode para que o outro cate os cacos de toda a dor gerada pelas palavras ásperas ou o avesso. E quando os dois (erradamente) explodem, quem os cata? O amor não é feito para benefício próprio, se assim é, não é amor, é egoísmo. Ele nasce com o intuito de dar sem receber. Talvez seja quando o respirar dela se torna mais importante do que o seu próprio, mas ao mesmo tempo você não deve esquecer de respirar, pois um simples descuido deixa sua dama sozinha, para sempre. O amor é uma casa que escolhemos com todo o cuidado e zelo do mundo e ao encontrarmos acompanhados, optamos por trancar as portas e jogar a chave fora. Nas janelas não há vãos suficientes para fuga e as chaminés só são abertas na época de Natal. O amor não se encontra nas fotos que lembram os melhores momentos ou nos lenços de papel que recordam os piores, e sim na mesinha de centro da sala onde as fotos estão (e ficam) e nas latas de lixo, destino final de todos os momentos piores (que vão embora). O amor é o entendimento, é a presença. Não há amor quando se diz: “O amo, mas ele é impossível”, não. Quando se ama, ama de verdade, tudo de torna possível, tudo se torna breve, intenso, verdadeiro. Planeja-se um futuro não só de filhos, casa, cor de paredes. Planeja-se a forma com que deitarão na cama de casal, como ele a levará para o quarto na lua de mel, a forma com que ensinarão os filhos as adversidades da vida. Planejam um casamento onde sem querer ele diz “eu vou chorar” e ela tenta-se manter forte frente a surpresa. O amor é amadurecimento, entrega, auxílio. É saber que por mais diferentes que são suas posturas perante o mundo, seus pensamentos, suas ações, ele deve estar ali: forte, inabalável, para mesmo que em um momento de loucura e frases impensáveis, haja coragem suficiente para não desistir e recuar a fim de encontrar o par. O amor é não ter dúvidas de ter feito a escolha correta: a melhor escolha de todas. É estar sentada ao lado de sua família e escutar constantes “como ele é bom”. O amor é perceber que mesmo que existam dilemas a serem travados, há certeza o suficiente para deixá-los de lado e seguir de mãos dadas, pois não há nada mais lindo do que dar as mãos para aquele a quem escolheu. O amor é a fortaleza daquele abraço, a proteção que o cruzar dos braços dele provocam. É saber, mesmo que sem querer, que é amor sem nem mesmo pensar.

E você, acha que é amor?

Mariana Cassiano

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