Um teatro do silêncio

Deixe-me entender uma coisa: se gostam, sentem um a falta do outro, ficam sozinhos e tristes. Gostam das mesmas coisas, o assunto sempre foi interessante. Aquelas risadas descontroladas sumiram com o passar do tempo. Não se ligam mais, não erram o envio da mensagem para que acidentalmente a mesma seja enviada e que mediante a isto um “olá”, “tudo bem”, seja dito para tentar quebrar aquele iceberg. E por falar neste iceberg, quão frio está por lá. A nevasca fez com que fosse impossível avistar onde ele ou ela estavam naquele momento, se estavam bem, se estavam precisando de alguém que os aquecesse. Até porque isto é um jogo de amor, eu já disse. E por mais que ambos batam em teclas, em mesas, em histórias e mais histórias de que não há amor, a promissória já está aceita e como disse um jovem ontem em algum lugar do mundo “vai ter ter amor sim, e se reclamar teremos mais”. Entretanto, querido Tempo, ainda não consigo entender, o que faz dois seres que tem de tudo para dar certo, separarem-se desta forma. Até porque no caso de ambos, a distância é só mera formalidade e nem entra em questão nesta carta que escrevo agora. O problema aqui é a incapacidade de entender que um sem o outro não consta nos altos, não existe, não há prova para essa questão. Simplesmente, não tem como. Só que nesse mundo musical, escutam as músicas erradas e acham-se no direito de mutuamente tentar “se” esquecer.

Sr. Tempo, veja o que pode ser feito por aí. Veja se podemos fazer algo para mudar essa relação. Caso este texto não ajude, caso estas linhas não façam o devido sentido, cá virei mais uma vez conversar com você (vocês) pois quando se observa na terceira pessoa não se vê erro algum. Até porque não existe erro. Somente duas pessoas extremamente iguais tentando fazer de suas vidas uma peça de teatro com bilheteria esgotada logo no primeiro dia que está ali. Somente porque acham que o enredo é excelente. Quando na realidade esta dramaturgia é simples, merecedora de pouco público, pessoas com o coração aberto o suficiente para entender que o amor pode sim existir quando alfa e alfa entram em cena. Hei, Sr. Tempo, não deixe que eles esqueçam de atuar no espetáculo deles mesmo. Nesta história não existe off, não existe o final do capítulo, é uma peça que não permite pausas então não deixe que pausem e eu garanto que estarei na primeira fila e os aplausos com certeza virão ao fim.

Essa é para vocês ❤

Mariana Cassiano

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